domingo, 29 de novembro de 2009

NOVOS AVAÇOS, NOVA ÉPOCA


[…] reorganizam, de uma forma ou de outra, a visão de mundo de seus usuários e modificam seus reflexos mentais.[...] Na medida em que a informatização avanç, certas funções saõ eliminadas, novas habilidades aparecem, a ecologia cognitiva se transforma[...] (Lévy, 1993: 54).

Na contemporaneidade, os computadores são objetos que, de uma forma ou de outra influenciam culturalmente na vida das pessoas que possuem e estabelecem relações através dessa tão potente máquina.A internet tem produzido significativas alteraçãoes nas diversas formas de conhecimento, de identidade, relacionamento e comunicação.
Diante desses inevitavél crescimento tecnológico e da velocidade da época, acredito que não basta o individuo ter apenas acesso a computador e saber informatica, o ser humano precisa mesmo é estar acompanhando constantemente as atualizaçoes tecnológicas impostas pela sociedade , pois a época requer não só conhecime.


ntos convencionais, mas principalmente o conhecimento e o dominio da tecnólogia.
É nessa pespectiva dos grandes desafios tecnólogico que estamos desenvolvendo na escola que trabalho, Professora Anita Marques Dourado um trabalho bastante significativo e contextualizado, onde as crianças produzem as atividades em sala de aula e depois as produções são divulgadas no blogger da escola, nos e-mail pessoais dos alunos e alunas e no blogger da professora.
Esse trabalho tem dado certo e até então tem proporcionado aos educandos e educandas um crescimento tecnológico, além de estarem interagindo com outras pessoas, divulgando e socializando seus próprios trabalhos desenvolvidos em sala de aula.
As atividades de Bonilla sem dúvidas tem nos ajudado bastante, pois o pouco conhecimento que tenho sobre tacnológia adquiri durante as suas atividades, porém mesmo sabendo que não só como educadora , mas como pessoa precisamos acompanhar o as avanços acelerado da informatização tecnológica, até porque se não estivermos atentos a essa evolução correremos o risco de ficarmos a quem dos nossos alunos(as), entretanto ainda acho que as atividades tecnológicas nos deixam muito sobre carregadas.
Caminhar e ver confunde-se nos emaranhados da lembrança: o tema de lembrar se traduz enfim pelo tempo de aprender. Por isso, sem a memória do processo de construção do aprender, a narração perderia a sua qualidade. Eis porque o momento do registro investe sobre o sujeito e o transforma pelo ato de refletir. Escrever, registrar, relatar, descrever, estabelecer relações mantém o ato perceptual em um ato presente. Cada ato de percepção é um ato novo que supõe outras experiências, outros movimentos – por isso, as vozes que que traduzem os sentimentos e pensamentos dos educadores têm me encantado, momento singular. Que esse movimento se amplie, gerando novas práticas.

O registro historifica, solidifica os momentos de um grupo.
A expressão dos silêncios...
das vozes inibidas dos professores
submissas
oprimidas
surgem vozes autorizadas
pela experiência,
pelo trabalho
pela prática.
Capacidade de refletir, expressar-se.
Vozes silenciosas grávidas de significação.
Emerge a esperança, visível, audível
de uma escola séria e alegre.
Uma escola renovada
professor leitor,
escritor,
cidadão,
educador.
Cientes de seus limites.
Seguro de seus conhecimentos.
Viver a utopia, alegria, busca,
reinventar o diálogo.
Uma teia, tecida com fios sentidos da vida
Vozes em rede que registram, analisam e escrevem.
Tarefa nada fácil! Como diz o poeta:
“[...] A ciência das coisas se aprende na lida, sem dijutório.
Aprende-se nas conversas. Ouvindo na escuta. Sem meeira
Para correr os olhos nas escritas.
Professor é a gente mesmo. Sabe-se escutando.
É falando pouco, economizando palavras. Decifrando silêncios”.

(PROFA – Programa de Formação de Professores Alfabetizadores, 2002).
FALANDO DO CICLO TRÊS


Parodia (letra leo magalhaes)

Cheguei atrasada Margô não gostou
pro encontro dos deuses que ela preparou
as horas passou mais depressa que eu
e nossa carona longe nos deixou

Feito boba encantada logo percebi
que Soraya o diário nos ensinaria,
mas para Angola ela se despediu
e o desespero logo surgiu

Fiquei feliz com o rumo que deu
pois, Josy chegou e tudo aconteceu
e nesse impasse de desejo tudo resolveu

Ali para tentando entender
o que Bonilla queria dizer
iss é cópia e os ambientes o que aconteceu

No meu desespero sem entender nada,
socorro Sulle e o nosso diário
e entre um blogger e outro
todos acessavam a página esperada

Ali para com tanto a fazer
e a Geovana Zen só mando ver
que a alfabetização temos mais que aprender

No entusiasmo comecei a escrever
pensei no gecim o qual devo fazer
peguei a caneta e as novas palavras no diário botei
peguei a caneta e as novas palavras no diário botei.

(autora: Eliana Tomas)

ALFABETIZAÇÃO UM PROCESSO CONTÍNUO

“O grande papel do alfabetizador é ensinar ler;
ler de “verdade”com fluência natural, sem decifrar o código escrito,
sem tropeçar nas letras, sílabas e frases, ler como se respira”.

(Ferreiro,2000.pág 09)




Realmente, um dos nossos papéis enquanto alfabetizador é ensinar os alunos e alunas a ler e escrever, porém sabemos que está é uma tarefa que não acontece de uma hora pra outra,entretanto, esse “papel” só será possível concretizar-se quando os textos trabalhados em sala de aula interessarem de uma forma ou de outra aos alunos e alunas.
Acredito que alfabetizar vai muito mais além do que ler e escrever, é dar instrumentos aos estudantes para que eles possam fazer uso dessas habilidades adquirida das á fins práticos, mas principalmente favorecer a eles uma leitura prazerosacom emoções,estéticas e éticas, sem “mandar”, más sim ensinando-os a gostar de ler.
O domínio e a habilidade da leitura são condições essenciaspara enfrentar as exigências do mundo contempôraneo em que estamos inseridos, essa exigências apontam para uma sociedade de informação onde poucos dominam e detém o poder de se informar.Entretanto a capacidade de ler depende do sentido que a mesma tem para as pessoas.
A leitura é um pouco complexa, no entanto de suma e fundamental importância para a vida das pessoas, até por que a leitura está constantemente presentes em nossas atividades cotidianas, pois faz-se necessário o uso das mesmas para darmos conta de grande parte de nossa ações.Lemos para solucionar problemas, nos informar, divertir , estudar, escrever ou revisar o próprio texto; é assim que acontece a leitura fora da escola.
Atualmente o desafio da escola é que os alunos(as) dominem as informações através da leitura que estejam preparados para enfrentar e lidar com a sociedade moderna e atual.
Para muitos educadores a alfabetização é a aquisição do sistema alfabético; para outros um processo pelo qual o educando se torna capaz de ler,compreender e se expressar por escrito.
Paulo Freire responde a pergunta: Para que alfabetizar?”{...} para que as pessoas que vivem numa cultura que conhece as letras não continuem roubados de um direito- o de somar á “leitura” que já fazem do mundo a palavra, que ainda não fazem (FREIRE apud BARRETO apud MORAES,2005)
a escola precisa ler para os estudantes o mais cedo possivel ,este é o cargo do professor(a) provocar situações para que de fato a leitura possa se dispor. “A leitura não é um luxo,nem uma obrigação; é um direito.”(FERREIRO/MORAES,2000).Proporcionar esse desafio e interação implicam e anunciam que os escritos nas aulas, cartazes, livros e em determinadas atividades fazem sentido.
Essa concepção tem surtido resultados em minha sala de aula; pois tenho proporcionado aos meus alunos(as) atividades e momentos que favorece aos mesmos o prazer em ler.
Para melhor esclarecer, trago uma experiência desse trabalho desenvolvido com meus alunos Jazon e Antônio, ambos com idade avançada e com dificuldade de leitura e escrita; pensando nessas questões procurei realizar atividades que chamassem atenção, que convidasse e estimulasse o desejo dos educando sobre a leitura, foi ai que resolvi colocar em prática o que havia aprendido nos encontros com a professora Geovana Zen.
Prôpos a turma um campeonato de leitura onde os mesmos teriam que ler o que lhes fosse possivél a sua capacidade e ao mesmo tempo desafiador, cada um escolhia um texto para ler e no dia seguinte socializaria para a turma, isso para os que já conseguiam ler convencionalmente, para os que ainda estavam começando o processo de leitura sugeri que escolhessem duas leituras que já fossem conhecidas por eles, assim a atividade seria desafiadora pois minha proposta seria eles identificar qual das leituras seria a solicitada por me no momento.
Aparentemente a dinâmica parecia tradicional, más naquele momento o que importava mesmo era os resultados e realmente estava fluindo resultados, os que já sabiam ler poderiam aperfeiçoar mais sua leitura e os outros como Jazon e Antonio os resultados foram maiores ainda, Jazon já consegue ler novas palavras, antes apenas memorizadas; quanto a Antonio , consegue ler frases e até pequenos textos , diante dessas conquistas me aproprio de uma fala de Paulo Freire que diz:

O velho que preserva sua validade
ou que encarna uma tradução
ou marca uma presença no tempo continua novo.
(FREIRE,2009.pa.39)

Muitas vezes é melhor uma prática tradicional, do que uma nova dita sem você saber o que está fazendo.
Foi exatamente o que aconteceu, com a chegada do costrutivismo muita coisa tradicional foi deixada dentro de um baú e a maioria dos professores se perderam com o novo método sem saber de fato o que estavam fazendo, depois da fantástica aula de geovana o “velho” se fez novo deixando marcas significativas na vida de meus alunos e alunas.

DO CINEMA PARA O GLOCAL

Pois é. A gente vive aqui e de repente descobre que
aqui pode ser outro lugar.
Um lugar desconhecido, ou nunca visto, ou nunca notado.
(Luiz Fernando Verissimo)



Acredito que o reconhecimento do local e do espaço em que vivemos é essencial para que possamos realizar intervenções mais significativas.
Sendo assim, vejo que a escola é um dos meios que de maneira intencional e organizada, não só deve como também pode contribuir para a melhoria do ser humano e da própria sociedade, entretanto, é mais do que importante que ela se reconheça nesse meio e perceba seu papel como mediadora do desenvolvimento humano e social. Partindo desse presuposto, é que devemos construir uma prática onde seu contexto sociocultural dos educandos e educandas, seja o ponto de partida para as ações pedagógicas, invertendo assim o discurso de que a escola precisa se adequar a realidade.
Durante esse processo de formação, uma das atividades que mais me chamou atenção foi o filme apresentado pelo grupo de estudos cinematográfico, Aspirinas e Urubus, o qual retratava a história de dois homens um nordestino outro alemão que pertenciam a culturas diferentes, porém ambos viviam numa pespectiva de sonhos, o alemão fujindo da guerra o nordestino da fome, além dessas caractéristicas que o filme possuia, ainda trazia nas suas imagens uma paisagem original do semi-árido do sertão brasileiro, emfim todo esse contexto me proporcionou a buscar um conhecimento mais amplo do que é o Semi-Árido, uma vez que já estavamos desenvolvendo um trabalho pedagógico estruturado em temas que abordavam questões mais específicas como, clima, vegetação, meio ambiente, a água e toda as especificidades do local. Um trabalho desenvolvido não só com a comunidade escolar mais também com a comunidade local com o objetivo de conhecermos mais um pouco do contexto nordestino e também com o proposito de resgatar a história da própria comunidade.Diante dessa realidade as reflexões foram surgindo e tanto os alunos quanto a comunidade sentiram-se provocados diante dos fatos que antes eram tidos como comuns,permitindo, assim,vivenciar atitudes mais propositivas e conscientes.
Acredito que a educação pautadanos conhecimentos e nos princípios da convivencia com o meio natural e social,permiti a formação holistícade homens e mulheres, fortalecendo a sua identidade e criando novas possibilidades no relacionamento deste com o mundo.

“Aprendi que se depende sempre
de tanta muita gente.
Todas pessoas sempre é a marca
das lições diáris de tantas outras
pessoas”.(Gonzaguinha)

É nessa pespectiva que acredito que quando a situação é colocada de forma real, o cotidiano passa a deixar de ser comum e passa a ser um objeto de indagação e questionamento, fazendo com que o sujeito perceba o mundo de uma forma global e mais complexa.

TRABALHO COM AS FICHAS DO CAT

O trabalho com as fichas do CAT conhecer, analisar e transformar, proporcionou uma auto valorização dos nossos alunos e alunas. Foi uma expêriencia bastante contestualizadora da realidade local, que proporcionou as crianças se sentirem parte importante da escola, da comunidade e ate da sociedade, pois a partir desse trabalho, eles reivindicam,expoem ideias, participam de tudo e isso é cidadania, é aprendizagem significativa.

DANDO ASAS A IMAGINAÇÃO

É difícil resistir a uma história, independentemente de quantos anos se tenha. Mas quem a conta precisa dominar a arte de monopolizar as atenções, supreender, criar suspense e compreender os sentidos humanos.Levado a outros mundos, as pessoas que lêem e os ouvintes aprende a usar a imaginação e melhora sua capacidade de concentração.
Foi assim que aconteceu no grupo de estudos literários, confesso que a leitura do livro Odisseia, não era nada fácil, precisava ler e reler para compreender o que significava a maioria das palavras,embora houvesse essa grande dificuldade de compreenção, as dinâmicas trazidas pela orientadora Margô realmente era o que fazia a diferença, as idéias só me comecaram a fluir quando passamos a socializar e desenvolver dinâmicas que nos fazia melhor compreender o contexto que trazia os capitulos.
Dessa forma resolvi trazer para minha sala de aula dinâmicas que podessem favorecer melhor a compreenção da leitura para os alunos e alunas, nesse sentido, os ganhos para as crianças foram ainda maiores, alem de entenderem o contexto , ouvir as histórias de forma dinamizadora favorecia uma troca de afeto e é claro, garantia ainda a diversão.
Contar histórias ajuda a formar valores, com as histórias, você ganha transversalidade no processo educativo, ao explorar as coisas que não se vê, más imagina .
Durante os nossos encontros, embora não gostasse da linguagem, por achar de difícil compreenção, aprendi muito com as dinâmicas realizadas nas aulas e pude compartilhar com minhas crianças as aprendizagens que adquiri.